Publicado por: Dani | Agosto 18, 2008

De pernas para o ar…

Ando numa fase meio blé. Logo eu, o otimismo em forma de pessoa, cansei. Este ano prometia ser de mudanças. Só que, péra lá, menos! Tá complicado segurar as pontas. Tudo o que eu planejei não aconteceu e o que aconteceu saiu fora das expectativas.

Ensaiei demais para escrever este post. E não importa o quanto me dedique, ele não vai expressar meus sentimentos ou pensamentos. Trabalho, casa, filhos, projetos, atividades, tudo, tudo, tudo de pernas para o ar! Eu sou o próprio malabarista de circo chinês, rodando 10 pratos no palitinho ao mesmo tempo, correndo de um para o outro, para não deixar cair. Não vou listar aqui as minhas lamúrias, porque, caro e raro leitor, ninguém merece!

O fato é que meu azedume tem sido controlado com algumas sessões de músicas que me fazem chorar e rir, do milagroso kung fu, e a retomada lenta porém dedicada à minha leitura diária. De ficção, porque navegar é preciso.

Mais não posso dizer. Embora queira e precise. Mas tem uma maçaroca de sentimentos dentro de mim. E tenho que desfazer esse nó.

Publicado por: Dani | Julho 31, 2008

Ca%@$#te!

 

Tá certo, eu sou boca suja mesmo! Mas sinceramente, achei que só precisasse controlar meus palavrões daqui uns 6 meses.

Outro dia, Biel e vovó no carro, e o menino solta essa:

- Catete!

- O que foi Biel?

- Catete!

- O que você disse? Cacete?

- É!

- Isso é feio, Biel.

- Bobó fala.

- A vovó não fala, não!

- Mamãe fala!

-A mamãe fala, mas é feio!

Heheheheh. Orgulho da mamãe! Coisa errada se aprende rapidinho!

Publicado por: Dani | Julho 31, 2008

Sabiá lá na gaiola…

Biel anda cada dia mais tagarela! Na hora de dormir, a gente põe o pijama (ele sempre pede o de lua quando o colocamos o de ursinho; pede o de ursinho quando colocamos o de trenzinho; e, claro, pede o de trenzinho quando colocamos o de lua), ele dá beijos em todos, pega a mamadeira, coloca a chupeta no colo do ursinho de pelúcia que fica no berço, e mama tranquilo.

Quando ele acaba, ele chama: “Vóóóóó (ou mãããããe), abô! Abô!”  (acabou, acabou!). Pegamos a mamadeira, ele põe a chupeta de volta na boca e dorme.

Uma noite dessas, ele disse para a minha mãe:

- Tenta, bobó!”    (Senta, vovó!)

- A vovó senta.    (minha mãe puxou a cadeira e ficou perto do berço)

- Tanta, bobó!     (Canta, vovó!)

- O que você quer que a vovó cante?

- Pipi!                 (A do passarinho!)

- Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho

  Voou, voou, voou, voou

  E a menina que gostava tanto do bichinho

  Chorou, chorou, chorou, chorou…

E meu menininho dorme ao som da voz da vovó!

Publicado por: Dani | Julho 31, 2008

Soltando a voz

Está tocando uma música extremamente imprópria no rádio. E não é que o Biel aprendeu a letra? A vovó deixa o rádio ligado a manhã toda, e meu filho sertanejo aprende tudo o que não deve. Segue o refrão com a devida interpretação do meu filhote:

“Chupa, chupa, chupa que é de uva”

“Pupa, pupa, pupa, pupa, pupa”

Publicado por: Dani | Junho 6, 2008

Being needed

Eu me cadastrei num site cuja função é me enviar mensagens para me manter contentinha, como se o Universo conspirasse ao meu favor.

Nessa altura da minha vida, com todas as mudanças e percalços que estou presenciando, eu recebo a seguinte mensagem:

“There’s a reason you chose earth, Danielle, exactly when you did, being exactly who you are, with those already in your life, and those who soon will be: to be an example, to shine your light, and to give hope.

Yeah, you were needed, Danielle, super bad.”

Que bom poder acreditar que eu vim para este mundo com um propósito. E que há alguém, que já nasceu, ou que vai nascer, de mim ou não, e que precisa de mim.

Publicado por: Dani | Abril 8, 2008

Uma imagem vale mil palavras

Publicado por: Dani | Abril 7, 2008

Matraqueando…

Finalmente um post para falar do vocabulário do Biel, e me “gambar” do meu futuro tagarela:

- mamãe (óbvio!)

- papai (não diga!)

- uouó ou bobó: vovó

- papa: comida, sapato, pato ou cavalo, e depender do contexto

- mêa: meia

- dodô: ventilador

- uuuuuuuuuu, tarrrrrrro, carrrrrrro: carro!

- pepê: chupeta

- mamá: mamadeira

- ô: outro

- nenê: todo mundo que não seja adulto!

- auau: quase todos os animais do mundo

- bleia: baleia!

- blêla: borboleta

- mlelo: amarelo

- memê: vermelho

- balá: bolacha

- bolô: biscoito

- lalá: bola

- doooooooooooolllll: goooooooooooooooolll (ai, meus sais, e eu quero um filho que jogue basquete!)

- bôôôôôôô: acabou!

- aua!: água, suco ou qualquer coisa líquida

- dedê: descer

- abi!: abre!

- tau!: tchau ou fecha

- não (a mais nova e chata contribuição ao vocabulário)

Publicado por: Dani | Março 14, 2008

Whistling…

Biel aprendeu a assoviar.

Biel aprendeu a assoviar?

Biel aprendeu a assoviar!

Expliquem para mim como aquele pirralhinho de 1 ano e 4 meses faz biquinho e assovia e eu, balzaquiana, vacinada e independente não tenho condições de soltar um sonzinho sequer?

Ele agora volta da escola, sentado na poltroninha no banco de trás do carro, assoviando com a vovó ao volante…

Ô vida boa!

Publicado por: Dani | Março 11, 2008

Lalá! Lalá!

Biel tá numa fase de paixão por bolas. Ele ganhou uma piscina cheia de bolinhas no Natal, e vive espalhando as ditas pela casa toda. É um tal de “lalá” pra cá, “lalá” pra lá. E a mãe aqui juntando “lalá” de tudo o que é canto!  

Este final de semana eu estava trocando de roupa para sairmos, e ele entra no quarto. Eu estava de soutien, desses com bojo redondo. Quando ele me viu assim, apontou para os meus peitos e mandou: “Lalá! Lalá!”

Eu tive que abaixar para mostrar para ele que as “lalás” da mamãe não eram de brinquedo!

Biel, meu anjo, essas “lalás” aqui há muito não são redondas como eu queria! Mas obrigada mesmo assim, por gostar delas!

Publicado por: Dani | Janeiro 29, 2008

Virtualmente Grávida

Estou me sentindo virtualmente grávida. Entregamos a papelada. Demos início a uma gestação que pode durar muito mais que os costumeiros 9 meses. Eu sempre soube que o processo não seria fácil. Mas já fomos avisados, assim, de cara, que antes do final de março nosso pedido nem será olhado, dadas as outras prioridades do juiz.

Não importa. Tenho dentro de mim um otimismo teimoso que não me deixa desistir do sonho. Muito menos coragem que me atribuem, muito mais insanidade do que pensam. Fazemos planos antes de dormir. E se vierem dois? E se forem irmãos? Agora só Deus pode decidir. Marido fala para mim: “Nosso filho já nasceu. E está esperando por nós”.

Aguardar será complicado. Procuro manter meus pensamentos no que ainda tenho de prático para fazer: a reforma da casa, montar o quarto, procurar um grupo de apoio que me oriente em como ser a mãe que ele espera que eu seja.

Estou grávida. De um filho que já nasceu no meu coração. E já nem sei como consegui viver até aqui sem ele.

“Voa, coração, que ele não deve demorar…”

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