No começo da gravidez, a gente perguntava ao Biel: “Você quer um irmãozinho ou uma irmãzinha”. Ao que ele sabiamente respondia: “Um peixe”.
E assim foi pelos primeiros meses, até que ele viu o primeiro ultrassom. E ficou babado com o peixinho na barriga da mamãe. Acho que passou a entender que vem vindo alguém para ele. O tempo todo explicamos que Arthur não nascerá falando, nem brincado. Que vai ser chorão e só vai mamar, dormir e encher as fraldas. Ele não parece se importar. Beija a minha barriga, olha dentro do meu umbigo para tentar ver o irmão lá dentro, assopra a barriga para fazer o Arthur sentir frio, ri feito bobo quando o irmão chuta a mãozinha dele daqui de dentro.
Outro dia minha mãe o ouviu no berço, conversando com Arthur, explicando o que podia e o que não podia fazer. Queria Deus que a paz reine lá em casa depois que o bebê chegar. Não por mim, mas sei do ciúme e da adoração que Biel tem pelo pai. Vai ser difícil dividir o herói com mais alguém.
Fora isso, ele cresceu. Ganhou um quarto novo, com uma cama “gandona”. Deu o berço ao irmão, sem pestanejar. Na verdade, ele nunca foi fã do berço. É espaçoso como a mãe, e curte muito a cama nova. Está virando um homenzinho, esse meu filho. Cheio de idéias e “por quês”. Não chora mais no pediatra, nem para cortar o cabelo. Assiste desenhos, plantou um pé de feijão no quintal, gosta de brincar no “compitador” e vive me dizendo que está ocupado. Ele me chama de barriguda, e me diz “que bom que você chegou” quando eu volto para casa toda noite.
Tomara que Arthur seja um grande amigo. Que saiba aproveitar o carinho imenso que seu irmão é capaz de dar.
Tem um filho de uma amiga que não está curtindo a chegada da irmã.
Por isso, acredito que essa ternura toda do Biel é um bom indício de que vem alma gêmea por ai com grandes afinidades.
Achei lindo esse carinho dele.
Por: K em Setembro 3, 2009
às 10:18 am